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17 de set. de 2013

Desliga o pornô e vai ler um livro

Foto: Tassia Furtado
Por Pedro Veloso

Seja na mão de senhorinhas em sala de espera de consultórios médicos ou com gurias mais jovens nos ônibus, os livros eróticos estão à solta e ao contrario do que se pode imaginar, ninguém está nada constrangido por isso. Se formos até alguma grande livraria de algum shopping (ou acessar o site de alguma delas) vamos ver pelo menos uns quatro deles presentes nas listas de mais vendidos. Três provavelmente serão os livros da trilogia “50 tons de cinza” e mais algum genérico, que pegou carona nesse movimento. Os livros da série “50 tons” venderam mais de 70 milhões de cópias no mundo inteiro e deve virar filme em 2014.




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Histórias movidas pelo lixo

Por Arthur Wolff Hack

Fotos: Arthur Wolff Hack
Abrir sacolas. Separar. Plástico com plástico, vidro com vidro, metal com metal. Jogar no tonel certo. Outra sacola. Abrir. Separar. Jogar. Já faz 47 anos que dona Eva Saraiva convive com a rotina de quem é catador de lixo, quase metade dos seus 84. Foi assim, imersa nesse vaivém mecânico, que dona Eva criou os seus 18 filhos (10 biológicos e 8 adotados). E é assim que se sustenta até hoje. Ela trabalha na unidade de triagem Cavalhada, nome oficial do galpão gerido pela ASCAT – Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis do Loteamento Cavalhada –, e localizado às margens da Avenida Cavalhada, Zona Sul de Porto Alegre. Foi lá, entre tonéis de embalagens de alumínio, garrafas pet e caçambas de rejeito que me encontrei com ela.


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O moderno virou passado

Por Thays Cruz

Fotos: Thays Cruz
Cercada por uma atmosfera de histórias e curiosidade, objetos passam de dono em dono percorrendo vidas. Quem busca toda essa variedade de estilos e um preço muito mais em conta, acha nos brechós uma nova “marca” para se vestir.

Fui buscando, entrando em lugares repletos de um colorido que reflete um passado curioso. Quem será que usou aquilo? Em que momento? E aquele vestido de noiva, o quanto esperado foi para celebrar a cerimônia dentro de seu branco triunfal? Em meio às peças, brinquedos, bijuterias, comprovei que quem pensa em brechó hoje, pode esquecer apenas o cheiro de naftalina e as poeiras que remetem ao guarda-roupa esquecido da vovó.


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Dedicação aos livros

Imagem interna da livraria Bamboletras (Crédito: Divulgação)
Por Júlia Corrêa da Rocha

Como as pequenas livrarias fazem para sobreviver em meio às transformações no mercado livreiro 


- “Quais são as livrarias pequenas de Porto Alegre?”
- “Tem a Palavraria, a Bamboletras, a Palmarinca...Ah, a Nobel fechou, é?
- “O Botequim das Letras também não durou muito, né?”



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No limiar das mídias

Por Luna Mendes

Foto: Luna Mendes
Misto entre o rádio e essa nova tecnologia que parece quebrar qualquer fronteira; a rádio Antena Negra sintonizada tanto pela FM 92.5 quanto pelo http://giss.tv:8000/antena_negra.mp3.m3u é um símbolo das novas possibilidades de produção e difusão da informação que a internet traz. Criada em 2007, transmitida na região central de Porto Alegre por uma antena que nem os próprios comunicadores sabem onde está e produzida a partir de diferentes pontos, a rádio garante a sua existência apesar de todos os obstáculos financeiros e burocráticos. Com um microfone simples e um PC razoável, diferentes coletivos libertários conseguem realizar uma produção que em nada perde para as rádios das indústrias de comunicação. Pulverização é um bom termo para definir a prática dos seus formadores, não existe uma sede centralizadora da informação, ela é difundida por diferentes pessoas em locais diversos que através das novas tecnologias tentam de alguma forma socializar a informação. Conversamos com Vicente Acrata, que participou da formação da rádio e manteve, durante o ano de 2010, o programa Vozes na Rua do coletivo anarquista Mentes Plurais.


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Diplomado em poesia

Por Patrícia Soldatelli Valente 

Os caminhos abertos por Sérgio Vaz nas periferias de SP e do Brasil 


Fotos: Patrícia Valente
Era uma tarde de quarta-feira fria, cinzenta e chuvosa, quando – debaixo do guarda-chuva – caminhava pelas ruas de Porto Alegre. Buscava algo que nunca antes tinha encontrado; porém, com a diferença de que sabia onde procurar. O destino era certo: Rua dos Andradas, 736 – lá onde reside a memória-viva do poeta, jornalista e tradutor alegretense Mario Quintana. Local propício para um bate-papo com outro poeta, alguém que tem em Mario Quintana seu grande exemplo.

O momento era mais que perfeito. A 6ª FestiPOA Literária (de 10 a 19 de maio) agitava o ambiente cultural da capital gaúcha, com a presença de figuras artísticas, literárias, musicais, da moda...e por aí afora (do Brasil e de fora!).






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Jeneci: o (en)canto da nova MPB

Por Maria Fernanda Cavalcanti

Foto: Ariel Martini/Revista Noize
Azul. Era a cor da camisa que Marcelo Jeneci vestia em uma noite de setembro de 2009, no Salão de Atos da UFRGS. Lembro bem quando aquele moreno baixo de barba cerrada entrou bombardeando o silêncio com a delicadeza dos toques no piano, que fizeram as primeiras marolas no mar que estava por vir no microfone. A leveza e a potência nunca pareceram combinar tão bem quanto nas mãos e voz do jovem instrumentista. O show era dos mestres Luiz Tatit, Zé Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski, mas o encanto ficou por conta de Jeneci que estava prestes a lançar seu primeiro álbum e a um passo de se tornar uma das grandes revelações da nova música popular brasileira, com 27 anos.


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Noite do eu sozinho

Por Stefanie Cirne 

O Bar da Mata abre as portas para a comédia stand up em Porto Alegre

A partir das 18 horas, a frente do número 52 é um dos pontos mais iluminados da rua Mata Bacelar, no bairro Auxiliadora, em Porto Alegre. Desde o ano passado, o que parece ter sido uma humilde residência familiar entre a avenida Nova Iorque e a rua anônima atrás do Zaffari da Coronel Bordini abriga o Bar da Mata, o primeiro – e, por ora, também o único – espaço noturno a importar a fórmula made in USA dos comedy clubs para o Rio Grande do Sul. Após o almoço executivo ao meio-dia, o bar reabre aliando música, drinks, petiscos e três apresentações semanais fixas de comédia stand up. As sextas-feiras são os dias dos open mics (abreviação em inglês para “microfones abertos”), quando, além dos comediantes profissionais, os frequentadores assistem aos iniciantes no humor ou simples curiosos mostrarem o que sabem fazer.


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Aponta pro amanhecer e canta

Por Jéssica Caroline Kilpp 

Ana Muniz é uma guria de 16 anos. É muitas. Cantora, compositora, poeta, desenhista de bloquinho de notas, estudante do segundo ano do Ensino Médio. Artista.

Despontando como uma promessa entre tantos músicos com produção independente no país, ela aprendeu a tocar violão aos sete anos com o pai, Daniel Muniz, dentro de casa. A cantar, depois que a mãe comentou que sua voz era bonita – Ana, hoje, afirma que não era, mas atribui à frase a culpa pelo interesse no canto.


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Sonus silentium

Por Gustavo Dutra 

Nave principal da Catedral Metropolitana
Difícil não se lembrar da expressão consagrada por Simon & Garfunkel ao entrar num templo católico, mesmo num centro movimentado como o de Porto Alegre. Numa época que a Igreja de Roma vem enfrentando um decréscimo sensível no número de almas sob sua tutela, os templos do Centro mantêm um fluxo contínuo de fiéis que, se não têm tempo para as missas, dedicam ao menos alguns minutos da jornada diária em busca de paz de espírito.




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Uma jornalista cultural por acaso

Por Lauren Steffen 

Cláudia Laitano nunca quis ser repórter. Sua paixão sempre foi a literatura. Durante a faculdade de jornalismo na UFRGS, não imaginava se tornar editora de cultura. Desde os tempos da faculdade, Cláudia trabalha no jornal Zero Hora. Já foi revisora, indexadora, editora do caderno de TV e, em 2000, assumiu o cargo de editora-executiva de cultura do jornal. Junto com o trabalho jornalístico, Cláudia desenvolve seu lado literário: escreve crônicas semanais para Zero Hora. E a Cláudia narradora carrega também a Cláudia jornalista: “Minhas crônicas são profundamente influenciadas pelo meu trabalho e pela minha formação”. Atenta aos fatos contemporâneos, a jornalista procura debater temas polêmicos a fim de chamar a atenção das pessoas para o que ocorre no mundo. Conectada ao seu tempo, Cláudia percebe que o cenário cultural de Porto Alegre já foi mais otimista e critica a falta de investimentos no setor. A seguir, Cláudia Laitano conta detalhes de sua trajetória profissional e avalia o desenvolvimento da área cultural nos últimos anos. 

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O foco, o reflexo e a arte

Por Rodrigo Lorenzi 

Coletivos de fotografia ganham reconhecimento e desvendam talentos em Porto Alegre 

Fotos: Divulgação
Após um momento de pouco efervescência cultural de margem em Porto Alegre, manifestações artísticas estão ganhando destaque e reconhecimento pelo público. Os coletivos de fotografia aparecem dentre todas essas artes porque dão cara e voz aos movimentos sociais, à diversão e às gerações que estão fazendo ressurgir a atmosfera criativa e cultural da cidade.

Alguns se encontram por acaso, outros pelo trabalho já consolidado, e também tem quem acaba se conhecendo por causa do ócio. É assim, de maneira incerta e natural que os grupos de fotógrafos se formam. Ideias sem embasamento comercial, pelo menos a princípio, e bastante coragem para expor suas certezas ao público lá fora garantem a coesão necessária para que os projetos dos coletivos fotográficos ganhem corpo, repercussão e reconhecimento. Considerados cultura de margem por fugirem dos estereótipos e dos caminhos óbvios para o sucesso, eles acreditam que têm algo a acrescentar ao cenário cultural, e que as pessoas vão gostar disso. E é verdade. Cada vez mais coletivos como a Volt Project, Ovos e Llamas e Sete / Nove ganham o público pela arte que produzem. Arte que, segundo eles mesmos, pode ser feita por qualquer um.

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29 de jul. de 2012

O som que vem do lixo

Por Matheus Chaparini

Começou com um processo natural. Eu queria um tambor. E eu tinha pouca grana. Mas algumas ideias. Depois vim a descobrir que isso era quase o suficiente.

Catei um porongo velho que tava parado há horas lá em casa, uma serra, uma lixa, uma faca sem ponta nem fio e tava feito o bojo. Um couro de bode – que furou em um tambor maior – tapava o buraco e uns metrinhos de corda davam a afinação. Faltava um par de aros, para esticar a pele e tava pronto!

Fui atrás de um serralheiro. Encontrei um bem bagaceiro, e até meio careiro. Deve ter me tirado pra banqueiro e quis me cobrar quase um tambor inteiro. Bem choradinho, saiu pela metade, uns vinte e cinco pila pelo que me lembro. Bueno, pagaria pelos aros e teria o tambor, ainda tava mais barato que na loja e – apertadinho, mas – ainda dentro do meu orçamento.

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23 de jul. de 2012

Blogs na mira do copyright

Por Matheus Rosa e Victor Eskinazi

Interface do blog Um Que Tenha
É de proporção global e facilmente reconhecível a proliferação de comunidades, blogs e diversos outros recursos na internet para compartilhamento de diversos tipos de arquivos através da possibilidade do download instantâneo. Dentre esses arquivos possíveis de serem acessados estão livros, filmes e discos, muitas vezes salvaguardados por leis de copyright. Tal questão é um embate que tende a se agravar cada vez mais, e um motivo de muita preocupação para produtores culturais, gravadoras e demais entidades responsáveis pela demanda cultural nos meios pré-internet. Todo o conteúdo fica disponível para compartilhamento de qualquer computador com internet, desde lançamentos da indústria do cinema até discos raros e esquecidos por seus autores e fãs.

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A Dama do Take Five

Por Karyme Reis e Natália Blumberg

Dona Ivone Pacheco ao piano
Doze de junho de dois mil e doze. Dia de céu azul, prédios cinza, rosa de amor, vermelho da paixão. Sorrisos bobos dentro do ônibus de amantes e seus celulares. Flores desfilando nas ruas, se encaminhando para os braços de algum amado. Não podia ter dia mais propício para uma pauta de amor. E ali estávamos em frente ao portão de Dona Ivone. Aplaudindo o lugar que serviu de encontro para muitos apaixonados por trinta anos. E acreditem, ainda serve. Ela já não desperdiça suas energias abrindo o portão, deixa isso para uma jovem que lhe auxilia com esses pormenores. E fomos seguindo a moça, observando os arredores, conservados pelo tempo, marcados pela vida.

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16 de jul. de 2012

O contador de histórias em formação

Oficina na Casa de Cultura Mario Quintana ensina técnicas para qualificar a contação de história


Por Greice Gomes


Mostrar o próprio trabalho no palco ainda
 era um desafio / Foto: Greice Gomes
A contação de história, muitas vezes, constitui-se como o primeiro contato da criança com a literatura. No entanto, o interesse despertado pela narração não se restringe à infância. A transposição de uma linguagem impressa para uma história oral agrega um tom lúdico essencial para prender a atenção do público. Não raro, a narração também vem acompanhada de recursos visuais e sensoriais para ilustrar mais ainda o que está sendo contado.

A vontade de dominar essas técnicas de contação tem levado muitas pessoas a buscar formação na área. Engana-se quem pensa que o perfil dos novos contadores restringe-se a pessoas ligadas à área da educação. Na oficina de contação de histórias promovida na Casa de Cultura Mario Quintana pela arte-educadora e graduada em Letras Rosane Castro, quase trinta alunos de diferentes formações buscavam uma especialização na arte de narrar histórias.

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A ressurreição do vinil

Por Gabriel Rizzo Hoewell

Fotos: Gabriel Rizzo Hoewell
A experiência do vinil é “tátil, visual e auditiva”, acredita João Augusto, o empresário que, em 2009, reabilitou a Polysom. A fábrica de vinis fechara em 2007, quando, após oito anos de atividade, começou a enfrentar problemas financeiros e técnicos. A Polysom não suportou a baixa demanda, que por um bom tempo fora apenas compensada pelos pedidos de fabricação de discos para igrejas evangélicas. A situação, no entanto, foi revertida, e o investimento que parecia arriscado tende a crescer junto com o mercado do vinil. Mesmo antes de reabrir, e já há muito tempo, a fábrica carioca era a única da América Latina. É provável, contudo, que esse posto seja deixado de lado em breve.

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A volta do Araújo

Por Sarita Reed


Importante centro de manifestações artísticas e políticas de Porto Alegre, o Auditório Araújo Vianna está prestes a ser devolvido para a cidade. Após permanecer sete anos fechado, as reformas do espaço cultural se encaminham para o fim, e a previsão é de que ele seja reinaugurado no início do segundo semestre de 2012.

Projeto do novo Araújo Viana / Foto: Simon Engenharia
Vencedora do edital de licitação da Parceria Público-Privada (PPP) feita em 2007 pela prefeitura, a Opus Promoções ficou responsável pela reforma interna e externa do Araújo, como é mais popularmente conhecido pelos porto-alegrenses. Em troca, a empresa terá um prazo de 10 anos para explorar comercialmente o local. A Opus poderá agendar o Araújo Vianna durante esse período em 75% das datas anuais, sendo que, no restante dos dias, ele poderá ser utilizado pela Prefeitura. De acordo com Carlos Caramez, coordenador geral do processo de reforma pela Opus, o custo total das obras ficará em torno de 18 milhões de reais. Há 36 anos no mercado, a empresa gaúcha se destaca no cenário cultural do estado pelos mais de quatro mil espetáculos produzidos, operando em locais como os teatros São Pedro e Bourbon Country.

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Jornalismo cultural sem Norte

Por Priscila Mengue

Foto: Priscila Mengue


Num apartamento localizado no bairro Bom Fim, em Porto Alegre, começou a minha busca pela resposta a uma curiosidade pessoal: “O que houve com a Revista Norte?”. Intrigava-me o fato dela subsistir no imaginário cultural, visto que nunca teve um encerramento oficial ou uma despedida. Muito pelo contrário, seu último editorial era entusiástico, fazendo menção a sua indicação como uma das finalistas do Prêmio Fato Literário. Até mesmo Vitor Necchi ainda se autodenominava, nas redes sociais, como editor da Norte.

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Poemas no ônibus

Por Guilherme Daroit e Natasha Heinz

Reportagem para rádio sobre os poemas "publicados" nas janelas dos ônibus de Porto Alegre. Ouça aqui.


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