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14 de jul. de 2014

BR1000

Foto: Lina Sumizono
Por Gabrielle de Paula

        

Você já pensou em alguma manifestação artística que contribuísse de forma educativa para a transformação social? Uma peça teatral que através da arte sensibilizasse as pessoas e provocasse mudanças de comportamento diante da diversidade sexual? Pois então, essa peça existe. Se chama BRTrans e vem deixando marcas por onde passa.

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17 de set. de 2013

Comédia da vida real

Por Rodrigo H. L. Lorenzi

Foto: Divulgação
Adaptações de obras literárias, músicas e peças teatrais geralmente costumam ser alvo de opiniões controversas quando assistidas nas telas de cinema. Às vezes, os fãs ficam satisfeitos, às vezes, a parte técnica é priorizada, então é difícil conseguir um consenso entre os diferentes públicos. A peça teatral “Minha mãe é uma peça” é escrita, produzida, dirigida e interpretada por Paulo Gustavo, um dos talentos do humor brasileiro que vem sendo reconhecido nos últimos tempos fora dos palcos. E chegou a hora do monólogo dos teatros ir ao cinema. Elenco maior, público maior, produção mais desenvolvida... Mas será que dá certo?


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Noite do eu sozinho

Por Stefanie Cirne 

O Bar da Mata abre as portas para a comédia stand up em Porto Alegre

A partir das 18 horas, a frente do número 52 é um dos pontos mais iluminados da rua Mata Bacelar, no bairro Auxiliadora, em Porto Alegre. Desde o ano passado, o que parece ter sido uma humilde residência familiar entre a avenida Nova Iorque e a rua anônima atrás do Zaffari da Coronel Bordini abriga o Bar da Mata, o primeiro – e, por ora, também o único – espaço noturno a importar a fórmula made in USA dos comedy clubs para o Rio Grande do Sul. Após o almoço executivo ao meio-dia, o bar reabre aliando música, drinks, petiscos e três apresentações semanais fixas de comédia stand up. As sextas-feiras são os dias dos open mics (abreviação em inglês para “microfones abertos”), quando, além dos comediantes profissionais, os frequentadores assistem aos iniciantes no humor ou simples curiosos mostrarem o que sabem fazer.


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16 de jul. de 2012

O contador de histórias em formação

Oficina na Casa de Cultura Mario Quintana ensina técnicas para qualificar a contação de história


Por Greice Gomes


Mostrar o próprio trabalho no palco ainda
 era um desafio / Foto: Greice Gomes
A contação de história, muitas vezes, constitui-se como o primeiro contato da criança com a literatura. No entanto, o interesse despertado pela narração não se restringe à infância. A transposição de uma linguagem impressa para uma história oral agrega um tom lúdico essencial para prender a atenção do público. Não raro, a narração também vem acompanhada de recursos visuais e sensoriais para ilustrar mais ainda o que está sendo contado.

A vontade de dominar essas técnicas de contação tem levado muitas pessoas a buscar formação na área. Engana-se quem pensa que o perfil dos novos contadores restringe-se a pessoas ligadas à área da educação. Na oficina de contação de histórias promovida na Casa de Cultura Mario Quintana pela arte-educadora e graduada em Letras Rosane Castro, quase trinta alunos de diferentes formações buscavam uma especialização na arte de narrar histórias.

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Docemente doce

Por Greice Gomes

Docemente Pornográficos / Foto: Lilian Gomes


“No fim, virou uma suruba: todo mundo pegava todo mundo”. O comentário, feito por alguém do público no final do espetáculo, indica que a peça “Docemente Pornográficos”, dirigida por Leandro Ribeiro, pode chocar os mais pudicos. Em cartaz no Teatro de Câmara Túlio Piva até 1º de julho, o espetáculo, no entanto, não se rende à obscenidade gratuita. Com delicadeza e interpretação precisa, os atores – de peso, diga-se – conseguem destrinchar com muita naturalidade um texto baseado em autores como Nelson Rodrigues, Chordelos de Laclos, Carlos Drummond de Andrade e Caio Fernando Abreu. O resultado é uma peça que, apesar de intensa, aborda os mais intrínsecos sentimentos humanos com leveza.

Embora o início e o final da peça pareçam ter um tom didático sobre as relações entre amor e sexo, o restante do espetáculo mantém um alto nível. Os jogos de cena e o aproveitamento dos objetos cênicos são bem trabalhados pelo elenco, que, no entanto, não consegue se apropriar dos movimentos de tango que encena. O texto, apesar de fazer uma interligação inteligente entre os autores, peca ao destinar a maior parte da peça às obras de Nelson Rodrigues e Chordelos de Laclos, descaracterizando a proposta do espetáculo, que promete criar um texto mais autoral inspirado nos vários autores selecionados.

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27 de jul. de 2011

Maracatu

Por Gabriella Scott e Karen del Mauro


Reportagem para rádio sobre o grupo Maracatu Truvão, de Porto Alegre. Ouça aqui.

Grupo Maracatu Truvão/ Gabriella Scott e Karen del Mauro

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6 de jul. de 2011

Nós fracassamos

Por Cíntia Warmling

“Tente. Fracasse. Tente outra vez. Fracasse outra vez. Fracasse melhor.” A frase de Beckett é usada na peça “O Clube do Fracasso” (Cia. Rústica, direção de Patrícia Fagundes) e se encaixa perfeitamente ao enredo. Ambientado em um bar, incluindo a plateia no cenário, o espetáculo é uma exposição do que é mais comum e inevitável: o fracasso. Uma crítica à supervalorização do sucesso na nossa sociedade. O grupo recentemente fez três premiadas abordagens a peças de Shakespeare. Agora, em um novo projeto, “Clube do Fracasso” é a primeira parte da Trilogia Festiva, que busca abordar assuntos como o fracasso a morte e o caos de forma leve. Explicitando a fragilidade humana de forma cômica.

Divulgação/Alex Ramirez



É criado um ambiente de confissão ao longo da peça. Não existem personagens fictícios, os atores usam os próprios nomes e as próprias histórias para propor ao público o que é o fracasso. A própria construção do roteiro foi assim, a montagem da peça se deu a partir de ensaios com material trazido pelo próprio grupo, se expondo ainda mais do que já é comum nessa profissão. A fragilidade e efemeridade das pessoas e todos os pequenos fracassos que tentamos esconder. O ridículo, o erro e a decepção, apresentados de uma forma crua e por isso mesmo ainda mais tocante para o espectador.

A peça é dinâmica, utiliza efeitos visuais a partir de projeções de entrevistas e imagens. Até uma apresentação de Power Point, ironizando os guias e manuais de auto-ajuda, que traz uma explicação sobre o sucesso, e como alcançá-lo em algumas semanas. A iluminação é simples e conta com o reforço de uma lanterna utilizada pelos próprios atores para criar focos de luz. A maior parte da sonoplastia é feita pelos atores em cena, utilizando diversos instrumentos, como teclado, guitarra, gaita entre outros. Foram criadas oito canções próprias, assinadas pela musicista Simone Rasslan. Além da trilha sonora original também são apresentadas músicas diferentes, Edith Piaf, Janis Joplin, todas elas como referências para mais uma história, ou mais uma constatação do fracasso. Além de números cantados e com performances coreografadas.

O movimento dá o ritmo da peça, são encenadas, coreograficamente, as histórias contadas pelos personagens. Um belíssimo trabalho feito em conjunto com Cibele Sastre, preparadora corporal e coreógrafa da peça. As mudanças de figurino também são feitas em cena, e caracterizam algumas das histórias contadas, como o jogador de Tênis que busca a raquete e os palhaços que colocam seus narizes vermelhos. Um elemento do figurino é particularmente mais cômico, a cabeça de Zebra. Uma provável referência à gíria popular para o fracasso: deu zebra. Heinz Limaverde é um destaque na peça, com uma presença forte, parecia capaz de guiar o espetáculo somente com sua atuação. Isso, no entanto, não era necessário, o entrosamento dos atores era grande o que aumentava a sensação de confissão diante da plateia.

A partir de sugestões de jogos como: pequenos fracassos, fracassos no amor os atores contam suas histórias, leem cartas, cantam e convidam a platéia a acompanhá-los em suas reflexões. O espetáculo começa com um aspecto cômico, de apresentação das histórias de fracasso até o momento de aceitação de que o fracasso é algo inevitável. E que a partir deles, e do que fazemos diante de cada fracasso, vamos construindo nós mesmos, da mesma forma que a peça foi construída a cada ensaio e reunião do grupo. Ironicamente, “O Clube do Fracasso” é um sucesso. Tente outra vez, fracasse melhor.

Divulgação/Alex Ramirez

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