14 de jul. de 2014

O velho Garagem

Foto: Reprodução


Por Laura Pacheco dos Santos


Quem diria que um antigo casarão na Rua Barros Cassal poderia reunir tantas histórias e marcar uma geração de jovens porto-alegrenses dos anos 1990 e a cena underground da cidade? Reunindo um punhado desses causos, o livro A Fantástica Fábrica, escrito pelo jornalista Leo Felipe, conta os bons momentos e os percalços do clássico bar Garagem Hermética. Leo foi um dos primeiros donos do local e quando tinha somente 19 anos, em 1992, decidiu largar um bom emprego em um banco para abrir “o nosso próprio bar na falta de um melhor”. 

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Paulo Scott está cansado

Foto: Renato Parada



Por Luis Felipe Abreu



Estacionada ao lado do Instituto Goethe, uma van recebe a trupe de organizadores da 7ª Festa Literária de Porto. Logo em seguida quem sobe ao veículo é Paulo Scott, um dos participantes da palestra daquela noite, uma edição especial dos Encontros Poético promovidos pelo Itaú Cultural. O escritor se acomoda no banco, apertando como pode sua corpulenta figura. “Tava falando com minha mulher no celular agora”, comenta, fazendo referência à atriz Morgana Kretzmann. “Ela tava acompanhando a transmissão da mesa pelo Youtube e veio reclamar que eu tô muito sério”. Todos os presentes concordam, brincam que, sim, Scott não é mais o de antes. “Tá ficando velho, cara”, um deles brinca. Scott ri junto. Depois cala.

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Um talk show para os novinhos




Por Arthur Casa Nova


Caso você não conheça o Tonight Show (feche o livro e vá ver TV), esse é um dos talk shows de maior reconhecimento da televisão norte-americana, comandado, durante anos, por Johnny Carson − a inspiração por trás do “Here’s Johnny!” de O Iluminado. Em 2014, um novo apresentador assumiu o controle do horário nobre da NBC. No dia 17 de fevereiro, o gordinho de queixo pontudo Jay Leno passou o bastão da comédia para Jimmy Fallon, que trouxe uma versão diferente do programa, voltado para o público jovem. Um passo razoável para a televisão norte-americana, uma grande decepção para Conan O’Brien − que comandou o programa por alguns meses até Leno pensar “Não, eu quero voltar”. 

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Um conto de fadas moderno

Foto: Reprodução

Por Diego Paz



Não há forma predefinida de contar uma história. Da literatura ao cinema, cada mídia tem uma linguagem própria e um estilo narrativo diferente, conforme suas características. No caso, a filial de Montreal da gigante produtora Ubisoft escolheu o videogame como plataforma para narrar um verdadeiro conto de fadas: Child of Light.


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Xscape – Michael Jackson não morreu!


Foto: Reprodução
Por Maitê König


Pelo menos não para as gravadoras responsáveis pelo material do cantor. No dia 18 de maio, ficamos admirados ao ver, em uma apresentação do  Billboard Music Awards 2014, Michael Jackson cantando e dançando uma de suas músicas novas, “Slave to the Rhythm". Em um enorme telão, o holograma de Michael, diga-se de passagem, em ótima forma, fez toda a plateia o aplaudir de pé. Os hologramas, tão em moda atualmente, disputam lado a lado com os álbuns póstumos a condição de fazer um artista já falecido mais vivo do que nunca. Xscape, a segunda compilação póstuma de Michael Jackson, tornou-se o décimo álbum oficial de Michael Jackson e atingiu o primeiro lugar no Reino Unido. E ao que parece, ainda há muito material inédito do rei pop para ser lançado.


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Desvendando a toca do urso



Por Arethusa Dias



Há um refúgio para o apreciador da boa cerveja na zona sul de Porto Alegre. No fim de uma rua sem saída, em uma área quase exclusivamente residencial do bairro Nonoai, o Hidden Brewpub faz jus ao nome, que em inglês significa “escondido”. Adaptado para funcionar no espaço que anteriormente abrigava a garagem da casa do proprietário e mestre cervejeiro, o Hidden oferece cerveja artesanal de qualidade, comida saborosa, tudo isso ao som de muito jazz e blues, que dão um toque especial ao local. A casa se auto intitula como “O esconderijo da boa cerveja” e tem como emblema um urso segurando um copo de chope.

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A heterogênea América Latina de Jorge Drexler

Foto: Reprodução




Por Isadora Jacoby


Latino, dançante, poético: em seu décimo disco, Jorge Drexler apresenta um trabalho bastante distinto da sua discografia até então. Como ele mesmo afirma, Bailar en la Cueva se encontra no polo oposto de seus outros discos. Com canções bastante plurais entre si, Drexler fugiu do referencial homogêneo e deixou de lado o conceito linear de seus álbuns anteriores. Em seu novo trabalho, apresentou o tão falado groove latino de maneira totalmente diferente nas onze faixas do disco.

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BR1000

Foto: Lina Sumizono
Por Gabrielle de Paula

        

Você já pensou em alguma manifestação artística que contribuísse de forma educativa para a transformação social? Uma peça teatral que através da arte sensibilizasse as pessoas e provocasse mudanças de comportamento diante da diversidade sexual? Pois então, essa peça existe. Se chama BRTrans e vem deixando marcas por onde passa.

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Um pedacinho de fantasia na televisão

Foto: Reprodução

Por Paola Oliveira


O sotaque marcado, os erres puxados e palavras inventadas compõem o roteiro da novela Meu Pedacinho de Chão (Rede Globo, 18h). Além da linguagem diferenciada utilizada por Benedito Ruy Barbosa, Luiz Fernando Carvalho (que dirigiu minisséries como Hoje é dia de Maria e Capitu) carrega nas tintas e muda completamente o conceito de novela.Mais uma vez, Meu Pedacinho de Chão inova o horário das 18h na televisão. Em 1971, quando foi ao ar pela primeira vez, em parceria com a TV Cultura de São Paulo, inaugurou o horário e era considerada uma novela educativa, por tratar do analfabetismo na zona rural. A nova novela consiste mais em uma releitura do que em um remake propriamente dito. Diferentemente da versão anterior, que tinha 185 capítulos, a atual volta em formato de folhetim, com apenas 100 capítulos, conta com elenco enxuto (cerca de apenas 20 atores) e investe em um raro tratamento cinematográfico – tanto sonoro quanto visual. Luiz Fernando Carvalho pode, sem dúvida, ser considerado o grande responsável por toda a alegoria de Meu Pedacinho de Chão. Conhecido por lançar novos atores na televisão, principalmente os do teatro, e por fugir das escalações viciadas de atores consagrados, o diretor confere um visual e um conceito totalmente novo à narrativa televisiva. Ao mesclar atores novatos e nomes como Antônio Fagundes e Rodrigo Lombardi (que já devem estar cansados de interpretar eles mesmos), os caracteriza de modo caricato, invertendo os papéis pelos quais são conhecidos.As novidades certamente surpreenderam mais os telespectadores do que os atores (que, afinal, perdem o sentido da profissão se não interpretarem diferentes personagens). A mistura de conto de fadas, literatura de cordel, romance no estilo Dom Quixote de La Mancha e quadrinhos, envolve diferentes sotaques, como o nordestino e o paulista, criando um idioma “caipirês” que unificou o elenco.




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17 de set. de 2013

Desliga o pornô e vai ler um livro

Foto: Tassia Furtado
Por Pedro Veloso

Seja na mão de senhorinhas em sala de espera de consultórios médicos ou com gurias mais jovens nos ônibus, os livros eróticos estão à solta e ao contrario do que se pode imaginar, ninguém está nada constrangido por isso. Se formos até alguma grande livraria de algum shopping (ou acessar o site de alguma delas) vamos ver pelo menos uns quatro deles presentes nas listas de mais vendidos. Três provavelmente serão os livros da trilogia “50 tons de cinza” e mais algum genérico, que pegou carona nesse movimento. Os livros da série “50 tons” venderam mais de 70 milhões de cópias no mundo inteiro e deve virar filme em 2014.




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