Mostrando postagens com marcador literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador literatura. Mostrar todas as postagens

7 de ago. de 2014

Você está pronto para ir até o final?




Por Priscila Pacheco


A volta no tempo nas lembranças do narrador, a coleta de fatos passados numa tentativa de reconstruir a própria identidade a partir de certos eventos. São marcas dos livros de Michel Laub, escritor gaúcho de 40 anos radicado em São Paulo, semifinalista do Prêmio Portugal Telecom de Literatura pelo romance A maçã envenenada, lançado em setembro de 2013 pela Companhia das Letras. Trabalho mais recente do autor, A maçã envenenada é o segundo livro de uma trilogia de romances de formação que começou com o Diário da queda (Companhia das Letras, 2011), e cujo terceiro título, ainda por vir, pode estar sendo escrito agora.


Leia Mais…

Francisco, o pássaro e o milagre



Por Manuela Ramos


“O mais fácil pra mim é o português. Eu escrevi um ou dois livros primeiro em castelhano, porque pensei que fosse mais fácil. Mas não é não”. Argentino por natureza, Iván Antônio Izquierdo é naturalizado brasileiro e vive aqui há mais de trinta anos. Apesar do sotaque carregado, todos seus contos são escritos em português.
Quando tinha três anos de idade, meu neto Francisco tinha um livrinho de um autor creio que tcheco, que consistia em desenhos articulados que, ao abri-lo, representavam, em relevo, animais e outras figuras. Ao abrir as páginas, as figuras sobressaíam e se mexiam. Em cada página, junto ao desenho, haviam pequenos poemas referentes a cada figura. As figuras eram uma vaca, uma aranha, um fantasma e um morcego marrom. Francisco adorava abrir o livrinho na página do morcego. Ele não percebia como tal, e nunca se interessou pelos versos correspondentes. Ao abrir o livro, o morcego se levantava e abria as asas, como se quisesse voar. Francisco achava, com razão, que o morcego era um pássaro. Ele tinha visto muitos pássaros, e jamais um morcego. Mais de uma vez o levou junto à janela do terraço, elevando o livro, para ver se o pássaro saia voando.
Nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 1937. Influenciado pelo seu tio, que era médico, formou-se em medicina pela Universidade de Buenos Aires, em 1961. Pesquisador da área da memória, antes de virar cientista, Iván começou a escrever contos. Inspirado em Jorge Luis Borges, foi aos 18 anos que se aventurou na literatura. Durante sua vida acadêmica, os artigos viraram (bem) mais frequentes que as histórias. “O artigo é mais fácil de escrever. Como ele é baseado em fatos, é só pegar um papel e explicar”. Mas o prazer maior vem da ficção.

Leia Mais…

14 de jul. de 2014

Paulo Scott está cansado

Foto: Renato Parada



Por Luis Felipe Abreu



Estacionada ao lado do Instituto Goethe, uma van recebe a trupe de organizadores da 7ª Festa Literária de Porto. Logo em seguida quem sobe ao veículo é Paulo Scott, um dos participantes da palestra daquela noite, uma edição especial dos Encontros Poético promovidos pelo Itaú Cultural. O escritor se acomoda no banco, apertando como pode sua corpulenta figura. “Tava falando com minha mulher no celular agora”, comenta, fazendo referência à atriz Morgana Kretzmann. “Ela tava acompanhando a transmissão da mesa pelo Youtube e veio reclamar que eu tô muito sério”. Todos os presentes concordam, brincam que, sim, Scott não é mais o de antes. “Tá ficando velho, cara”, um deles brinca. Scott ri junto. Depois cala.

Leia Mais…