Por Gabriel Rizzo Hoewell
Se fechar para a cultura de países ditos menos desenvolvidos nos priva, muitas vezes, de desfrutar de produtos de rara qualidade. A música africana é um caso de rica produção cujo acesso nos é impedido pelo preconceito ou por razões sociais e econômicas. Esse distanciamento, compreensível pelo abismo que separa a África do resto do mundo em diversos aspectos, foi superado por Amadou & Mariam.
Já há algum tempo a dupla deixou de ser simplesmente o casal cego de músicos malineses. Eles conseguiram romper essa barreira e se inserir, ainda que não com grande força, num cenário musical mais amplo. A consagração veio com a parceria com o francês Manu Chao, ícone da
world music, que deixou sua mistura sonora característica em diversas faixas de
Dimanche à Bamako, de 2005, quarto álbum da dupla, por ele produzido. De lá saíram preciosidades que não chegaram – e talvez nunca cheguem – aos ouvidos da grande massa, tais como
Sénégal fast food ou
Djanfa.
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